O Senador Jorge Kajuru, que vê aumentando a sua popularidade por consequência de não ter medo de se posicionar do lado do presidente Bolsonaro e do ministro Sérgio Moro, classificou o site do jornalista americano Glenn Greenwald, o ‘The Intercept’, como criminoso. O senador, que era jornalista até antes de se eleger ao senado, expôs sua experiência na área e os motivos para fazer tal adjetivação.

“E quando eu falo de prazer, eu só queria, antes das perguntas, dizer ao senhor que pode colocar em seu gabinete um atestado de idoneidade, igual eu coloquei no meu, o 16. Fui processado por Gilmar Mendes, isso é benção, isso é Deus, Deus é apaixonado por mim. Coloquei lá um quadro. O senhor pode colocar um quadro, porque o Senhor está sendo hackeado, como eu fui, e hackeado por um site criminoso que deve se chamar intercéfalo. Criminoso o que ele fez”, afirmou

E acrescentou:

E eu posso dizer isso, Ministro Sérgio Moro, senhoras e senhores, porque fui jornalista por 40 anos em carreira nacional na televisão brasileira, escrevi dois livros com conteúdo só de denúncias, nenhum processo recebi, porque tudo que falei tinha documento, só que não concordo com o que se disse aqui que ali se pratica jornalismo investigativo. Isso não é jornalismo investigativo, eu sou jornalista, eu posso dizer. Jornalismo investigativo é o que eu fiz por 40 anos, quatro vezes premiado nacionalmente pelas denúncias que fiz. Por quê? Porque eu nunca grampeei telefone de ninguém para denunciar, eu nunca hackeei ninguém, eu me baseei em fatos, em provas, e a única vez que eu usei gravações na minha vida para denunciar o corrupto ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, eu as obtive do Supremo Tribunal Federal através da ex-Ministra Ellen Gracie que autorizou a grampear o ex-Governador em função da operação Monte Carlo”, explicou o senador.

E concluiu:

“Então no seu caso só haveria razão de se questionar vazamento se tivesse havido uma ordem judicial, uma autorização para lhe grampear. Agora hackear, isso é de uma sordidez, de uma atitude vulpina, soez, inaceitável”