Há cerca de uma semana, a jornalista global e o presidente Jair Bolsonaro se envolveram em uma polêmica, quando o mandatário brasileiro, ao ser questionado sobre a jornalista, relembrou o passado de militância esquerdista da mesma.

Agora, após o chefe de Estado dar a sua versão do que pode ter acontecido com o pai do presidente da OAB, que também foi um ativista no passado, a jornalista interrompeu suas férias e escreveu para sua coluna n’O Globo.

Em sua escrita, Miriam argumenta que os militares sempre disseram que não havia documentação que trata-se sobre desaparecidos durante o regime, e que a fala de Bolsonaro, ao dizer que sabe o que aconteceu com o pai do presidente da OAB, contradiz com o que diz os militares.

“Ao se colocar como o conhecedor dos segredos da ditadura, ele diz que há informações sonegadas ao país, que ele sabe onde estão. Nunca ficou tão claro que as Forças Armadas mentiram quando disseram não ter como recuperar os fatos. Nunca souberam, por exemplo, dizer as circunstâncias da morte de Vladimir Herzog, onde foi posto o corpo de Rubens Paiva, como foi assassinado num quartel da Aeronáutica o jovem Stuart Angel” escreveu Miriam

Ainda em sua coluna, a jornalista cobra um posicionamento das Forças Armadas e diz que o momento é “de se ter nojo”.

“É hora de lembrar o que disse o grande Ulysses Guimarães ao promulgar a nossa Carta Magna: ‘Temos ódio à ditadura, ódio e nojo’. Ontem foi o dia de sentir nojo”, asseverou.