A guerra entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e a maior emissora do país, Rede Globo, parece que está longe de se ter uma trégua. A relação que nunca foi bastante amigável, após a matéria exibida pelo Jornal Nacional tentando ligar Bolsonaro ao assassinato da vereadora Marielle, azedou de vez.

Na último segunda-feira (04), o Governo Federal, através da SECOM, emitiu uma nota repúdio à emissora após o diretor-geral de jornalismo da Globo, Ali Kamel, tecer elogios a matéria pivô da polêmica entre os dois lados. Na nota, o governo lamenta o mal jornalismo prestado à nação, e chega a citar um processo em que a empresa é alvo por supostamente ter pago propina para adquirir o direito de transmissão dos jogos da Copa do Mundo.

Através do jornal ‘O Globo’, a empresa da família Marinho retrucou mais uma resposta do Governo contra a emissora, e em texto publicado, eles afirmam que o Chefe de Estado não possuí apreço pela democracia.

“O presidente Jair Bolsonaro não tem apreço pela imprensa independente e profissional. Não tinha durante a campanha e continuou sem ter desde o primeiro dia no cargo”, diz em trecho do texto

Segundo o jornal, apesar de Bolsonaro dizer defender uma imprensa livre, seus atos não correspondem com os fatos.

“A essa altura, ele já sabe que jamais terá isso daqueles que praticam com zelo o jornalismo profissional. Certamente não terá isso dos veículos do Grupo Globo. Seus antecessores não tiveram, seus sucessores não terão” diz o texto da Globo

Ademais, a emissora também respondeu os adjetivos proferidos pelo presidente ao jornalismo da Globo, onde ele usou palavras como “patifes” e “canalhas”.

“Chamá-los de patifes, canalhas e porcos não diz nada deles, mas muito dos valores de quem profere insultos tão indignos. É preciso repudiar tal atitude do presidente da forma mais veemente possível e denunciá-la como a de um homem que, hoje não se tem mais ilusões, não comunga dos valores democráticos mais básicos. Não se esperem, contudo, reações no mesmo nível.” diz o veículo