Nesta terça-feira(05), a Polícia Federal(PF) pediu a prisão de Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil. O pedido da PF ocorreu no âmbito da operação que buscou provas contras os senadores Renan Calheiros(MDB-AL), Jader Barbalho(MDB-PA) e Eduardo Braga(MDB-AM). Eles são suspeitos de ter recebido R$ 40 milhões da JBS para apoiar a reeleição de Dilma em 2014. 

  Segundo a PF, os suspeitos poderiam prejudicar o andamento das investigações. 

“A privação da liberdade de locomoção destes indivíduos é indispensável para a identificação de fontes de prova e obtenção de elementos de informação quanto à autoria e materialidade das infrações penais investigadas”, declarou a Polícia Federal.

  Não obstante, o pedido de prisão da ex-presidente foi negado por Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal(STF). 

                   Reação inacreditável de Dilma Rousseff 

  Em nota à imprensa, a ex-presidente, Dilma Rousseff, culpou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, pelo pedido de prisão da PF. 

  Segundo ela, esse fato releva o esforço inconsequente do ministro em perseguir seus adversários políticos. 

 

 A integra da nota de Dilma:

“É estarrecedora a notícia de que a Polícia Federal pediu a prisão da ex-presidenta Dilma Rousseff num processo no qual ela não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento.

A ex-presidenta sempre colaborou com investigações e jamais se negou a prestar testemunho perante a Justiça Federal, nos casos em que foi instada a se manifestar.

Hoje, 5 de novembro, ela foi convidada a prestar esclarecimentos à Justiça, recebendo a notificação das mãos civilizadas e educadas de um delegado federal. No final da tarde, soube pela imprensa do pedido de prisão.

O pedido de prisão é um absurdo diante do fato de não ser ela mesma investigada no inquérito em questão. E autoriza suposições várias, entre elas que se trata de uma oportuna cortina de fumaça. E também revela o esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sérgio Moro no afã de perseguir adversários políticos. Sobretudo, torna visível e palpável o abuso de autoridade.

Ainda bem que prevaleceu o bom senso e a responsabilidade do ministro responsável pelo caso no STF, assim como do próprio Ministério Público Federal”.