O ministro da justiça e segurança pública do Governo Bolsonaro, Sergio Moro, declarou nesta quinta-feira (21), que a citação ao nome do presidente da República no caso sobre a morte da vereadora Marielle Franco se trata de “um total disparate”.

Moro ainda fez a defesa da federalização das apurações do crime, ante investigação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e utilizou como um dos motivos o depoimento do porteiro que chegou a mencionar o nome do chefe do poder executivo.

Em entrevista à rádio CBN, o ex-magistrado afirmou:

“Esse é um caso que tem que ser investigado com neutralidade, dedicação e sem politização. Essa questão do envolvimento do nome do presidente nisso aí, para mim, é um total disparate. Uma coisa que não faz o menor sentido. O que se constatou foi um possível envolvimento fraudulento do nome do presidente”

Relembre

Em depoimento à Polícia Cívil, o porteiro do condomínio onde mora o presidente, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, afirmou que teria sido o “Seu Jair”, da casa 58, que teria autorizado a entrada do ex-policial militar Élcio de Queiroz no condomínio. No entanto, rapidamente foi constatado equívocos no depoimento do funcionário, visto que Bolsonaro, neste dia, estava em Brasília.