O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, telefonou no último final de semana para o presidente em exercício Hamilton Mourão – que encontra-se a frente do cargo por consequência de uma viagem de Bolsonaro à Índia – para tratar a respeito do assunto do problema da água potável no RJ.

Nesta segunda-feira (27), Mourão se manifestou sobre o ocorrido e demonstrou bastante incomodo com a atitude de Witzel em gravar a conversa entre ambos.

“Em relação ao governador Wilson Witzel, ele diz que foi fuzileiro naval. Eu acredito que ele esqueceu a ética e a moral que caracterizam as Forças Armadas quando saiu do corpo de fuzileiros navais. Nada mais tenho a dizer a respeito” afirmou ele, durante sua chega ao Palácio do Planalto

O presidente da República, Jair Bolsonaro, mesmo em viagem à Índia, pronunciou-se sobre o ocorrido e também fez críticas a postura do governador carioca. Segundo o Chefe de Estado, conversas feitas através de ligações telefônicas devem ser reservadas, e não expostas.

“Pelas imagens, ele [Witzel] está no seu carro e 1 assessor filma. E ele liga para o presidente em exercício. Acho que não é usual alguém fazer isso. Eu não gostaria que fizessem comigo qual seja o assunto. O que se trata por telefone tem que ser reservado” disse Jair

O deputado federal Otoni de Paulo, aliado de Bolsonaro, e, embora seja do mesmo partido de Witzel (PSC), é um dos maiores críticos do mesmo. Em suas redes sociais, após o ocorrido, ele afirmou que “tem mais nojo” do governador a cada vez que o conhece melhor.

“Cada vez que conheço esse Witzel, mais nojo ele me causa
Que tipo de homem é esse que grava uma conversa com o vice presidente da República, sem sua autorização, e o chama de “presidente” para confundir a população do Rio de Janeiro, como se estivesse falando com o presidente Bolsonaro.” escreveu Otoni