A Juíza Selma Arruda, senadora da República, chamou os parlamentares que andam extorquindo o Presidente de “malandros”. 

  A juíza, apelidada carinhosamente de “Moro de Saias”, citou o desabafo do General Heleno sobre o Congresso e afirmou que os ditos “malandros” querem usar esse dinheiro nos seus currais eleitorais para ajudar os seus apaniguados disputarem as eleições municipais deste ano. 

“Na semana que vem, logo após o Carnaval, o Congresso quer votar um dispositivo que foi vetado pelo presidente da República dentro da Lei do Orçamento, que prevê R$ 30 bilhões para o Congresso gastar como quiser. Eles vão distribuir para os seus currais eleitorais, para aqueles apaniguados que querem agora em ano de eleição usar esse dinheiro para se reeleger ou para eleger aqueles que eles apoiam. Não vamos deixar isso acontecer. Nós sabemos que essa semana o general Heleno desabafou, falou até um palavrão dizendo que chega de deixar esses caras nos extorquirem, porque é isso que o Congresso está fazendo com o nosso presidente Bolsonaro. O Congresso está aqui para fazer lei e fiscalizar a aplicação das leis e não para administrar dinheiro público”, criticou Selma Arruda.

  Ela ainda lembrou que esse dispositivo, que o Congresso tenta impor ao Governo Bolsonaro, nunca existiu e que a grana oriunda desta ação serviria para práticas a qual o povo não aceita mais. 

“As pessoas continuam com raiva só do PT, mas estão esquecendo que há vários partidos corruptos nesse Brasil. Nosso déficit é de R$ 40 bilhões, vai ter que pegar dinheiro emprestado para dar R$ 30 bilhões para esses malandros distribuírem como quiserem em ano de eleição. Isso serve para comprar voto, para fazer rachadinha, para dar 30% de comissão, para sustentar todo esse sistema corrupto. Existe uma conversa por aí de que o Governo estaria cedendo, teria feito um acordo para não dar os R$ 30 bilhões, mas dar R$ 15 bilhões, o que também é absolutamente imoral. Não podemos deixar acontecer”, pontuou Selma.
  
  E por fim, a senadora e juíza Selma Arruma convocou as pessoas a cobrarem os parlamentares pelo veto total a essa imoralidade que é esse dispositivo dentro da Lei do Orçamento, o artigo 52 do PLN 51/2019.
 
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