Na tarde desta terça-feira (30), o Ministério da Defesa anunciou a saída de todos os comandantes das Forças Armadas — Edson Pujol do Exército; Ilques Barbosa Junior da Marinha; e Antonio Carlos Bermudez da Força Aérea.
A decisão foi comunicada após uma reunião conjunta entre os chefes das Forças Armadas, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e o ex-ministro, general Fernando de Azevedo e Silva.
A destituição dos comandantes ocorre um dia após a demissão do agora ex-ministro da Defesa, Azevedo e Silva. Os militares ficaram insatisfeito com a decisão e colocaram seus respectivos cargos à disposição do novo ministro da defesa, Braga Netto.
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Segundo informações da imprensa, o clima já não era muito bom entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o então comandante do Exército, Edson Pujol. O presidente brasileiro teria sinalizado pelo menos a troca do chefe do Exército. No entanto, Azevedo e Silva decidiu pela manutenção do militar no posto, o que levou a uma situação insustentável.
Mais cedo, a jornalista Andréia Sadi, da Globo, informou que um dos motivos para as trocas feitas pelo governo Bolsonaro foi a insatisfação do presidente com a falta de um posicionamento do Ministério da Defesa e do Exército sobre a decisão de Edson Fachin, ministro do STF, que anulou as condenações do ex-presidiário Lula.